Segundo o vice-presidente do Hapvida, Candido Pinheiro Júnior, a operadora está
analisando a abertura de capital. O Hapvida terá novo sistema de monitoramento do
atendimento aos usuários do plano de saúde.
A expansão da carteira de clientes das operadoras de planos de saúde suplementares
tem criado um ambiente propício para novas negociações entre executivos do setor.
Entre fusões e aquisições, como a ocorrida no mês passado, quando mais da metade
das ações da Amil foi adquirida pela americana UnitedHealth Group, a busca pela
expansão da rede de atendimento e conquista de novos usuários tem favorecido a
movimentação nos bastidores.
É o caso do plano de saúde cearense Hapvida que, segundo Candido Pinheiro Júnior,
vice-presidente da operadora, tem estudado a abertura de capital. Conforme
declarações do executivo ao programa Vertical S/A da TV O POVO, o Hapvida
contratou a consultoria KPMG para auxiliar no processo de adequação à abertura de
capital. “Estamos corrigindo a empresa e nos preparando para isso. Resta ver se o
mercado vai estar pronto”, afirmou.
De acordo com ele, o potencial brasileiro para expansão na área é animador. Segundo
dados apresentados pelo executivo, apenas 23% da população brasileira dispõem de
planos de saúde. Nos Estados Unidos, o percentual chega a 78%.
Monitoramento
Como parte dos investimentos do Hapvida, os mais de dois milhões de clientes do
plano de saúde suplementar terão um sistema de monitoramento que promete
diminuir o tempo de espera no atendimento em emergências ou em consultórios da
rede própria da operadora. O novo recurso tecnológico, que foi apresentado por
Candido Pinheiro Júnior, irá acompanhar o percurso do paciente, desde o início do
atendimento, ainda na recepção, em todas as unidades da rede própria.
Segundo Pinheiro Júnior, a novidade faz parte de uma série de investimentos, iniciados
em 2010, na área de tecnologia de informação do Hapvida. “Adequamos os prazos que
a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu como ideais para atendimento
e implantamos uma metodologia de monitoramento de todos esses prazos”, comenta.
O novo sistema de monitoramento usa a identificação por biometria, um sistema que
lê a impressão digital do dedo indicador do cliente, para controlar o tempo de espera
no atendimento. De acordo com Pinheiro Júnior, após dar entrada na recepção da
unidade do Hapvida, o paciente começa a ser monitorado em uma central instalada na
matriz do Hapvida em Fortaleza. Caso o tempo de espera do paciente ultrapasse o
previsto pelo plano de saúde, o Núcleo aciona a unidade de atendimento para que o
problema seja solucionado.O tempo estipulado para a espera na emergência é de 15 minutos e para consultas
eletivas é de até 30 minutos. O sistema, que está em operação em todos os 19
hospitais, 81 clínicas, 14 prontos atendimentos, 48 centros de diagnósticos e postos de
coletas da rede própria do Hapvida, também permite o acompanhamento por
videomonitoramento das salas de espera de 33 unidades de atendimento de
emergência.
O Hapvida está entre os cinco maiores planos de saúde suplementares do País. Nas
regiões Norte e Nordeste, é líder de mercado com uma carteira com mais de dois
milhões de clientes e participação de 23% em market share. Na opinião do vicepresidente do Hapvida, “o grande desafio da operadora é atender aos anseios do
consumidor”.
O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
A demanda de novos usuários de planos de saúde suplementares tem movimentado o
setor para atrair novos investimentos. No caso do Hapvida, a operadora cearense
estuda a abertura de capital.
Números
2,2
milhões é a carteira de clientes do Hapvida.
15
minutos é o tempo máximo de espera em emergências controlado pelo novo sistema
de monitoramento do Hapvida.
Multimídia
Confira a entrevista de Candido Pinheiro Júnior ao programa Vertical S/A da TV O
POVO, em que ele comenta o interesse pela abertura de capital.

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